domingo, 12 de julho de 2015

Sobre a sala de espera.



Esperar, definitivamente não é coisa pra mim.
As pessoas passam, enfermeiras, faxineiras, todas as "eiras", e niguém me vê, embora todos me olhem.  
 Uns sentam, outros levantam, e o balé não tem fim. Braços que se cruzam, se extendem, sussurros, risos, choros, lágrimas e consolos. Cabe tudo aqui.
Só eu que estou sobrando, porque não sei esperar. 
Não aguento.
Não quero.
Não aprendi.
Preciso do meu marido.
Preciso dele denovo aqui.

Um senhor me olha,
Acho que percebe que estou ao celular...
Seu olhar é de quem diz: - como ela pode manter a calma??? 
Mando um olhar de volta respondendo: - você que pensa...

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