terça-feira, 30 de junho de 2026

A morte como saída

Meu peito arde.
Não é a primeira vez,
Nem será a última. 
Não aguento mais chorar pra dentro.
Toda as mulheres sabem o que é isso.
Não sou diferente.
Não passo de mais do mesmo.
Só queria morrer.
De forma rápida,
Sem perturbar ninguém, 
Quando vissem, estaria longe.
Cada vez que me envergo,
Não quebro, é verdade, 
Mas não volto a mesma.
Meu peito agora transborda. 
Talvez venha o alívio,
Talvez...
Talvez...