domingo, 12 de julho de 2015

Enfim, o fim.

   A vida termina pra uns, e tudo parece indiferente a todos os outros, ou a maioria deles. O vazio que agora ocupa meus ossos, minhas veias por apenas pensar na situação como um todo, de certo deve ressoar como tiros sobre o corpo frágil da mãe.
   O mundo permanece como é, numa substituição insana, como se a vida nada valesse, como se não percebesse que algo anormal ocorreu.
   Desde que o mundo é mundo, eu me reconheço assim, fico vazia quando alguém se vai, mesmo que não seja tão meu, tão próximo, lamento por tudo, pela tenra idade, pelas oportunidades perdidas, pelos que ficam, pelos que lutaram, tentaram, enfim, pobre de mim, passo a vida a lamber minhas feridas, em verdade, chego a invejar a maioria, que consegue levar a vida indiferente às desgraças alheias. Eu não consigo, já tentei, não consigo. Chego a chorar, e sei que isso não me faz bem, mas não é de mim evitar.
   A morte tem muitas histórias, pena que não pode contar, quem não gostaria de saber o último pensamento de um ente querido? Só ela poderia contar...
   Esteja onde estiver, eu lamento, só consigo lamentar...e

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