Vou passar a semana em casa, e agora sei que não será bom.
Tem palavras que não devem ser ditas,
Muito menos para nomear alguém.
Meu corpo dói mais que de costume.
Fibromialgia.
Vontade de sumir.
Coragem de me matar, não tenho.
Vontade de que me matem, sim.
Me sinto vazia.
Queria afirmar que ele vai melhorar depois desse ataque gratuito,
Mas nunca poderei ter certeza,
Só o tempo dirá,
Estou acostumada,
Choro e as lágrimas lavam minha alma,
Me refaço e sigo,
Hoje tudo está ressoando em minha cabeça.
Não consigo parar de ouvi-lo dizer.
Faz anos que meu toc não se manifesta com a fibromialgia, mas até minhas doenças sabem o que é limite.
Eu sei que caminhamos pra morte iminente,
Mas é que as vezes demora muito,
E mais uma vez, meu peito vai se calar
Mas não vou forçar minha natureza,
Vou esperar as feridas fecharem,
Desta vez não vou ignora-las, nem
Sapatear por cima delas.
Faz muito que não o reconheço, ao passo que me desconheço também.
Não sou mais eu mas ainda reconheço meus limites.
Estou sem forças no momento,
Só consigo chorar,
Tomara tudo passe,
Antes de eu passar.