sábado, 11 de julho de 2015

O que houve enquanto se mexia.

Ele passou pelo quebra-molas,
A tampa da mala
Da moto
Se abriu,
Deu a volta,
Encostou no meio-fio,
Tirou o capacete.
Saiu.
Só foi preciso um esbarrão,
De leve,
Só um esbarrão.
Moto, rapaz, mala, tudo.
Tudo no chão.
Todos olhando.
A moto rodou,
Feito pião de menino,
E o menino,
Feito menino...
Agora estirado no chão,
Alguém faz sinal.
Ambulância.
Mas não havia porque na pressa.
Não a pressa pela vida,
só a pressa de quem vive,
A pressa de quem passa,
Indiferente,
Pensando só...
Em chegar em casa.

Sexta-feira, 24 de junho de 2011.  17:10h

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