quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Ataque ao hospital dos médicos sem fronteiras, Afeganistão .

E se, os médicos sem fronteiras decidirem, o que é um direito soberano deles, bater em retirada do Afeganistão? Como em 2004?
A verdade é que o número de pessoas mortas quadriplicaria.
Resta saber qual a providência que a ONU  tem em mente, tendo em vista que nem a saúde dos norte americanos é cuidada pelo governo e afinal, crimes de guerra são sua especialidade, e não pagar por eles seu destino favorito, que o digam as armas químicas do Iraque que custaram a cabeça de muitos iraquianos, inclusive a de Sadan, que não era um anjo, mas deveria ter tido o direito a um julgamento , e o petróleo que vitimou Kadafi, que queria bombas nucleares vendidas pelo próprio EUA, que pagam de bons moços fiéis detentores da liberdade, e da democracia, demonizando o resto do mundo. 
Fico imaginando se a festa que houve pelas ruas de Cabul quando o taliban subiu ao poder, acabando com a opressão soviética em 1997, se repetiu em 2001, quando os EUA, resolveram varrer o taliban para o Iêmen ? E essa sucessão de opressores se dá há 47 anos...
E as mulheres de burkha, analfabetas, casadas com homens que lhes compraram, cheias de filhos indesejados, tidos com partos sem anestesias, não participam da vida pública, apanham na vida privada, que de tão privada, poderiam dar uma descarga, ninguém pode dar conta.
Algo me grita que a decepção com o taliban, se repetiu com a aliança do Norte. 
E agora, quem adivinha o próximo parasita???
Acabei de ler o livro Mulheres de Cabul, e fiquei revoltada ao constatar a propaganda explícita que o livro é. Conta como a vida das mulheres melhorou horrores, com a chegada dos americanos!
Como se não bastasse os Afegãos que já acham que as mulheres deveriam estar agradecidas por anos e anos de seguidas guerras, incontáveis viúvas e órfãos, produzidos em massa, graças a sua incapacidade de luta, e a fragilidade do sexo feminino, e que ao mesmo tempo dizem que as burkhas, são uma proteção para eles, de nossas atitudes sedutoras. 
Fiquei decepcionada me perguntando se a autora, uma jornalista de renome, estava falando do mesmo país que o mundo sabe e reconhece como machista, cruel com as mulheres.
O que eu possou dizer?
Quem me dera ela esteja  profetizando... 

Nenhum comentário:

Postar um comentário