Meus pensamentos têm outro dono,
Que não eu,
Tenho medo de quase tudo,
De quase todos,
Covarde e sozinha.
Covardemente sozinha.
Ontem agradeci a Deus,
por ninguém ter vindo aqui,
Sou muito fiel às minhas feridas,
Quem as lambe sou eu,
Se é loucura, ainda assim,
É minha,
Guardada, secreta,
Sufocada e escondida.
Não preciso de juíz,
Preciso do alívio.
Não quero muletas,
Já conheço muito bem o caminho,
Essa trilha eu sei se cor,
Pensei estar segura,
Mas o abalo sísmico,
Expôs as fendas...
Feridas que não fecham,
Memórias que se prestam
A me fazer sofrer,
Torturar minha mente.
Onde se esconde quando quero?
Não espero que ninguém entenda,
Não queria nem ser eu,
Para precisar ser entendida,
Só quero respeito.
A muito tempo desisti de ajuda,
Só quero paz.
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